Home / Notícias / Banco de Sangue de São Caetano precisa de doadores

 

Banco de Sangue de São Caetano precisa de doadores
O banco de sangue de São Caetano do Sul está com os níveis abaixo do esperado. Os moradores que têm a intenção de doar e ajudar o próximo podem se dirigir ao Núcleo Regional de Hemoterapia Dr. Aguinaldo Quaresma (Rua Peri, 316, Bairro Santa Paula), mantido pela Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), em parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura.

A coleta é realizada de segunda a sábado, das 8h às 12h. Mais informações pelo telefone 4227-1083 ou pelo e-mail captacaosaocaetano@colsan.org.br.

Segundo a médica responsável técnica, Silvia Magali Pazmiño Espinoza, a quantidade de candidatos diminui em períodos de férias escolares (dezembro, janeiro e julho) e em feriados prolongados. “Na cidade, a média é de 500 transfusões por mês. Atualmente, estamos recebendo de 10 a 15 doadores por dia. A meta é alcançar até o mínimo de 40. Nessa época, cresce o número de acidentes e de entrada de pacientes no pronto-socorro”, explicou.

Antes da doação, o interessado deverá passar por um processo de triagem que consiste em alguns exames e uma entrevista a fim de realizar a doação de sangue com total segurança para o doador e reduzir ao máximo os riscos de transmissão de doenças para os pacientes que recebem transfusões.

“É muito importante responder às perguntas com sinceridade. Todo o material para a coleta é estéril e descartável. Não existe nenhum risco de contrair doenças. Vários testes são realizados no sangue coletado, como tipagem sanguínea, triagem para doença falciforme (hemoglobina S) e exames para hepatites B e C, HIV I, HTLV I/II, sífilis e doença de Chagas”, destacou.

Depois de 30 dias da doação, os resultados dos testes de triagem laboratorial são fornecidos mediante solicitação no posto de coleta. Após os exames sorológicos, o sangue é separado em pelo menos três hemocomponentes (concentrado de hemácias e de plaquetas e plasma) e distribuído aos hospitais para atender os casos de emergência e aos pacientes internados.

“Quando for convidado a doar sangue por campanhas ou familiares e amigos de pacientes internados, não pense duas vezes, aceite, porque há sempre alguém esperando. Seja um multiplicador. Seja um super-herói. Seu gesto de cidadania e solidariedade pode salvar uma vida”, concluiu Espinoza.

*Para doar sangue você deve:
– Portar documento oficial de identidade com foto (RG, carteiras profissional ou de habilitação);
– Ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ter sido feita até 60 anos;
– Pesar acima de 50 Kg;
– Estar em boas condições de saúde;
– Estar alimentado, porém evitar refeições pesadas (gordurosas).

Homens podem doar a cada dois meses, até no máximo quatro vezes no período de 12 meses. Mulheres podem doar a cada três meses, até no máximo três vezes no período de 12 meses. Os doadores menores de 18 anos acompanhados pelo responsável legal devem levar cópia do documento de identidade de ambos e preencher autorização no momento da doação, ou, se desacompanhado, levar cópias dos documentos de identidade e o documento de autorização para doação com firma reconhecida em cartório (pode ser retirado no posto de coleta ou por meio do site www.colsan.org.br).

*Para doar sangue você não deve:
– Ter risco acrescido para doenças transmissíveis pelo sangue (usuários de drogas injetáveis e inalatórias, prática de sexo não seguro, vários parceiros sexuais ou ser parceiro sexual de portadores de Aids ou Hepatite).

Doação de plaquetas – A doação de plaquetas por aférese é um processo no qual o sangue é retirado da veia do doador. São separadas e extraídas por meio de um kit descartável e de uma máquina. O processo de seleção do doador é o mesmo da doação convencional. Antes é feita uma contagem das plaquetas do doador. Durante o processo, que demora cerca de 90 minutos, haverá um profissional habilitado na operação. Todo material é descartável e de uso único, não havendo nenhum contato do sangue com o aparelho, portanto, não há nenhuma possibilidade do doador contrair doenças.

O intervalo mínimo para doação é de 48 horas, no máximo quatro vezes por mês e 24 vezes ao ano. As plaquetas têm função importante na coagulação do sangue. Pacientes com câncer, em tratamento com quimioterapia ou com doenças hematológicas têm maior necessidade deste hemocomponente. Para doar, precisa ter duas doações convencionais, não fazer uso de anti-inflamatórios não hormonais (AAS®, Cataflan®, Voltaren®) uma semana antes, solicitar a inclusão de seu nome no cadastro no setor de recepção e, quando necessário, será chamado, com agendamento prévio por telefone.


Fonte: PMSCS